Nos últimos anos, a Medicina da Dor tem avançado com o uso dos ortobiológicos — tratamentos que utilizam substâncias derivadas do próprio corpo para estimular a regeneração e reduzir a inflamação.
Essas terapias representam uma alternativa promissora para pacientes com dor crônica musculoesquelética.
O que são Ortobiológicos?
São produtos biológicos, geralmente obtidos do sangue, medula óssea ou tecido adiposo do próprio paciente, que ajudam a estimular a cicatrização, regenerar tecidos e modular a inflamação.
Por serem derivados do próprio organismo (autólogos), apresentam baixo risco de rejeição ou complicações.
Principais Tipos de Ortobiológicos
1. PRP (Plasma Rico em Plaquetas)
- Obtido a partir do sangue do próprio paciente.
- Rico em fatores de crescimento que estimulam a cicatrização e regeneração tecidual.
2. Células-tronco mesenquimais
- Derivadas da medula óssea ou tecido adiposo.
- Têm potencial regenerativo e anti-inflamatório.
Quando os Ortobiológicos São Indicados?
Artigos internacionais mostram que eles são efetivos para as seguintes doenças:
- Artrose (joelho, quadril, ombro, coluna).
- Lesões em tendões (com ou sem roturas).
- Lesões musculares.
- Dor lombar em casos selecionados.
Como é o Procedimento?
- Coleta de sangue, medula óssea ou tecido adiposo.
- Processamento em centrífuga ou sistema fechado específico.
- Aplicação guiada por ultrassom ou fluoroscopia, para maior precisão.
- Procedimento ambulatorial, com alta no mesmo dia.
Benefícios dos Ortobiológicos
- Uso de material do próprio paciente (autólogo e seguro).
- Redução da inflamação e da dor.
- Estímulo à regeneração tecidual.
- Pode postergar ou evitar cirurgias em casos selecionados.
Limitações:
- Resultados variam conforme a gravidade da lesão e o perfil do paciente.
- Não substituem cirurgias em casos avançados.
Conclusão
Os ortobiológicos representam uma nova fronteira no tratamento da dor musculoesquelética, unindo ciência e tecnologia para promover regeneração e qualidade de vida.
